ARTISTAS em exposição

PETCHÓ SILVEIRA

Petchó Silveira é um artista de Belém do Pará, nascido e criado na periferia da cidade, e iniciou sua carreira nas artes em sua juventude com o apoio da Fundação Curro Velho, espaço cultural do estado do Pará. Petchó desenvolveu sua linguagem artística através de pinturas que retratam personagens, histórias e realidades da região onde mora, a partir de observações de seu cotidiano, com um olhar direcionado à marginalização de pessoas negras na sociedade. 

Ao longo de sua carreira, Petchó desenvolveu diversas obras que contam histórias da sua vida em Belém, fragmentos de sua memória e observação das pessoas ao seu redor – retratos em papelão, telas, e esculturas de madeira. Com a exposição “O Fogo Tem a Cor da Minha Pele”, Petchó faz um apanhado de meios, modos, apoios, e linguagens de sua arte, apresentando um showcase de sua capacidade e alcance como artista visual. 

mel la del barrio

Mel la del barrio pinta pelo prazer de pintar. Habilitada em Fotografia, Xilogravura e Pintura pela Escola Guignard, ama pintar gente e bicho, o meme e a foto antiga, a cor, o tropical, as plantas de jardim de vó, as mesas de café da manhã da Ana Maria Braga e as piscinas. Em “Antes de soprar as velas”, ela reúne obras que capturam o instante de tensão e magia que antecede o clímax das festas de aniversário: o aniversariante toma fôlego, pensa num desejo, tenta soprar as velas antes do priminho pirralho e ainda catar um brigadeiro da mesa, tudo ao mesmo tempo, num momento meio eternizado em fotos de olho vermelho e flash estourado. A família é grande, a vela está queimando, e ainda há os presentes, as avós e a piscina pela frente.

FIVO

O artista visual italo-brasileiro FIVo (Felipe Volponi) usa a crítica social em suas pinturas e esculturas . Ele ganhou projeção ao queimar uma tela em protesto pela Amazônia e consolidou sua assinatura na série de esculturas “Iberês”, que usa um pequeno personagem de sua infância como metáfora das dores do Brasil. Com exposições na Casa do Baile e destaque na TV nacional, é uma das vozes mais potentes e autorais de sua geração.

MULHERES DE BARRO

O coletivo Mulheres de Barro nasceu no início de 2025, em Divinópolis (MG), reunindo mulheres ligadas à cerâmica e às artes. Conduzido pelas ceramistas Mari Duart, Patrícia Casadei e Amanda Maciel, e pela fotógrafa Larissa Sol, o grupo acredita na cerâmica como arte popular, diversa e enraizada nos territórios. Suas peças têm autoria coletiva e nascem do encontro entre mãos, tempos e matérias diferentes, feitas com barros locais e queimas artesanais. Nesse processo, o fogo é agente que transforma, e o resultado carrega marcas, variações e a força de criar em conjunto.

 

CAIO MACHADO

Desenhista, fotógrafo e artista plástico autodidata, Caio Machado usa a figuração para discutir o cotidiano e as relações entre pessoas, sentimentos e os objetos que as cercam. Também atuando como arte-educador, ministrou oficinas, trabalhou como ilustrador em publicações e produziu cenografias. Seu trabalho já foi exibido em Belo Horizonte, cidade onde vive, em espaços como o Museu de Mineralogia, a Faculdade Estácio de Sá e a Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas (Fafich) da UFMG

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